Não quero ser insensível


O amanhecer virá, independente de o quão triste você esteja. A lua aparecerá linda, deslumbrante, mesmo que você não consiga vê-la por entre as lágrimas que ainda escorrem de seus olhos. Não quero ser insensível, longe de mim sê-lo, mas você não acha que mudar o disco é necessário?

Feche o livro ou apenas vire a página, se assim for mais fácil, mas faça-o. Faça-o mesmo que pareça que tirará um pedaço de seu coração, sei que isso pode acontecer, mas existem males que vem para o bem. Quem sabe sem esse pedaço não seja mais fácil seguir em frente...

A quem estou querendo enganar, fingir estar alheia a tudo isso? Não, não sei o que fazer. Nem virar a página, nem mudar o disco, esquecer, sim esquecer.

6 Comentários:

Tiêgo R. Alencar comentou:

Simplesmente extasiado com seu texto. Impecável! E a lição dele, de esquecer aquilo que não nos faz bem porque tem que ficar pra trás? Arrasou! Aliás, seus posts sempre muito positivos são a coisa mais linda do seu blog, já te disse isso?

Um beijo :*

Vanessa comentou:

Para criarmos uma nova história precisamos primeiramente esquecer a velha para criar uma nova. Esquecer faz parte da vida, mas é tão complicado quando tudo o que queremos é esquecer e tudo nós faz lembrar.

Anônimo comentou:

Tenho medo de ser insensível... tenho medo de me apegar de mais a realidade... o resultado disso é uma ambiguidade dentro de mim... quanto mais eu tenho um discurso realista, mais eu me apego a emoções, mais minhas ações e meus ideais são levados para o subjetivo, o emocional, o fantasioso. É difícil, hoje, eu seguir meu discurso... e eu nem sei se quero. Se a realidade dói (e dói), eu não quero sentir dor... sei que a dor faz parte do processo, um processo de, no final, engrandecimento pessoal... mas talvez eu só queira ser pequeno. A pequenez é indolor, a pequenez é aconchegante... a fantasia e minha ingenuidade me aconchegam de uma forma que os ventos ácidos da realidade nunca poderiam fazer...

Como uma criança que prefere acreditar em Papai Noel, sentir a magia do Natal, a expectativa, a satisfação...

Renata comentou:

Eu estou precisando de um sol, uma lua e um punhado de estrelas muito cintilantes para me mostrar que ainda da para sorrir com coisas simples. Estou precisando não lembrar para começar a esquecer o que eu não quero apagar da memória.

Mariana Lobo comentou:

Mel, sou a Mariana, dona do Prefira Borboletas. Acho que plágio é quando se copia exatamente, PREFIRA JOANINHAS. Tem tantos prefiras por aí, prefra sorrisos, prefira verdades, você pode ver. Eu quando li aqui há mt tempo atrás, li a descrição de joaninhas como borboletas, porque eu amo borboletas. Me inspirei em alguns textos SIM pra escrever no meu, e cara, a descrição pode estar parecida, porque também inspirei ali, mas foi só isso. Não foi plágio cara, é bem diferente, as postagens são minhas, o nome foi inspirado aqui sim, mas plágio é outra coisa e você sabe. Desculpe se ficou chateada, mas saiba que hoje na internet, isso é o que tem cara, tem prefira de tudo... Se voce foi a primeira, parabéns, te admiro e admiro seus textos, mas não, plágio não. Fica bem, e mesmo que me odeio ou esteja chateada comigo, desculpa, não era minha intenção me sobrepor usando suas idéias. :/ Grh. Tchau...

Anônimo comentou:

Demais!!!Pra quê achar que o mundo deixa de girar pelos nossos problemas?As folhas continuam á cair, o sol á brilhar, a noite á chegar...Perfect!

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